Saber que há homens que perseguem Ítaca
sem terem deixado Ítaca. Saber
que voltar para casa a cada dia
dói como partir. Conta-me, Ó Musa,
um destino de Musa que não seja
o destino da erva: surgiu verde
e agosto que torna a tornou castanha.
Saber que há homens que jamais alcançam
Ítaca por não terem deixado Ítaca.
Saber que o chamamento das sereias
não foi mais do que as sirenes da velha
cervejaria. Ao amanhecer,
ao meio dia e às dezoito em ponto:
ressoava e um cheiro de cevada
marcava cada dia de trabalho.
Saber que no areal ficaram todos
que o silvo da sirene convocava
enquanto galeras iam ao mar.
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