terça-feira, 1 de março de 2011

Juventude II (Canção)

Porque o coração
dói como animal
que pouco se move.


Cresce em sua sombra
escuro murmúrio
e musgo que abril


apenas germina
em manhãs esparsas,
ocas como a brisa


em dias sem mortes
que o ocaso margeiam.
Vênus é fagulha


da fundura vinda
do corpo exaltado
e quente. Beleza


imorredoura é
igual à vindoura
em cada regresso


e o que um dia cai
cai todos os dias.
Conheço este céu,


sei a cor dos teus
olhos e recolho
o que fica à margem


do tempo: cordões
do cabelo que
jovem tu me deste.

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